AS NUVENS ARISTFANES PDF

Euestavanas mouse,entregoumeopedaodevidro AsNuvens. dandoexplicaessobreolagarto. 24 abr. A alegria de Aristfanes no vil; ela ainda eleva. .. Ele navega por pases desconhecidos, por nuvens repletas de seres estranhos; ele familiar a. 12 dez. Nuvens irradiando estranhas cores sulcaram o cu de Ftima em 13 de Aristfanes e do filsofo Teofrasto, discpu lo de Plato e de Aristteles.

Author: Ketaur Mozahn
Country: Luxembourg
Language: English (Spanish)
Genre: Photos
Published (Last): 2 April 2016
Pages: 323
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ISBN: 253-6-56292-555-2
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A agonia da Idade Mdia p. Published on Apr View 75 Download 0. Estes ttulos nos dispensam numer-los na srie total. Geralmente, suprimimos as citaes de livros impressos que todo o mundo tem a seu alcance. No citaremos seno os manuscritos.

Tendo marcado o ponto de partida e o objetivo em duas longas histrias, caminharemos a passos tanto mais seguros e mais rpidos no espao intermedirio. Os dez anos transcorridos desde essa poca em nada abalaram este trabalho, o primeiro em que os textos impressos f o r a m controlados pelos documentos manuscritos. Tal como assentamos a base dessa construo, nossos estimveis concorrentes a adotaram, e sobre ela construram com confiana. Idade Mdia propriamente dita volumes II e III, do ano ao ano que se reportam, de um modo geral, as numerosas publicaes de textos inditos feitas nesse intervalo.

Elas muito nos esclareceram sobre os costumes desses tempos, sobre a arte gtica etc. No podemos tomar a liberdade de apagar nada do que est escrito.

Preferimos apresentar, na introduo que se vai ler, o pensamento mais exato que emana dos textos. O que escrevemos naquele momento to verdadeiro quanto o ideal que a Idade Mdia se deu. E o que mostramos aqui sua realidade revelada por ela mesma. O resultado, no fim das contas, pouco difere. Naquele momento emquando o entusiasmo pela arte da Idade Mdia tornou-nos menos severos para com esse sistema em geral, declaramos, nocntanto.

Graas morte, renascemos no que tivemos de melhor. Este livro, de resto, no foi escrito para afligir os moribundos. A da Antiguidade se deveu, penso eu, ao fato d e que ela acreditou que o homem faz seu prprio destino fabrum sucie quemque esse fortunae. Esta nossa poca, ao contrrio, trabalhada pelas grandes foras coletivas por ela criada, acredita que o indivduo muito fraco contra elas. Naquele tempo, acreditaram no homem; ns acreditamos no indivduo. Da resulta esta coisa lastimvel: A prpria enormidade de nossa obra, medida que a elevamos, nos faz decair e nos desencoraja.

Diante dessa pirmide, encontramo-nos imperceptveis, no nos vemos mais a ns mesmos. E quem a construiu, seno ns? A indstria que criamos ontem j nos parece nosso estorvo, nossa fatalidade. A histria, que no senfljaconhecimento da vida, devia vivificar-nos; ao coalrio, elans enfraqueceu, fazendo-nos acreditar q u g j i l m n p o tudo, e a vontade, pouca coisa. Evocamos a histria, e ei-la por toda parte; estamos sitiados, sufocados, esmagados por ela; caminhamos curvados sob essa bagagem, no respiramos mais, no inventamos mais.

O passado mata o porvir. De o n d e vem que a arte est morta, exceto em raras excees? E que a histria a matou. Em nome da prpria histria, em nome d a vida, protestamos.

A histria nada tem a ver com esse amontoado de pedras. A histria a da alma e do18JulesMichelapensamento original, da iniciativa atistfanes, do herosmo, herosmo de ao, herosmo de criao. Ela ensina que uma alma pesa infinitamente ax que um reino, um imprio, um sistema de Estados, s vezes mais do que a espcie humana. Com o direito de Lutero, que, com um no dito ao Papa, Igreja, ao Imprio, arrebata a metade da Europa.

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Com o direito de Cristvo Colombo, que desmente Roma e os sculos, os conclios, a tradio. Com o direito de Coprnico, que, contra os doutos e os povos, desprezando ao mesmo tempo o instinto e a cincia, os prprios sentidos e o testemunho dos olhos, subordinou a observao Razo, e sozinho venceu a humanidade. E a slida pedra na qual se assenta o sculo XVI.

Paris, 15 de nuens de Sentido e Alcance da RenascenaA agradvel palavra Renascena no evoca aos amigos do belo seno o advento de uma nova arte e o livre desenvolvimento da fantasia.

Atravs das fumaas de uma teologia belicosa, o Orlando, os arabescos de Rafael, as ondinas de Jean Goujon divertem o capricho do mundo. Trs espritos muito diferentes, o artista, o padre e o ctico, concordariam de muito boa vontade em acreditar que tal o resultado definitivo desse grande sculo.

Assim, esse colossal esforo de uma revoluo, to complexa, to vasta, to laboriosa, s teria gerado o nada. Uma vontade to imensa teria permanecido sem resultado. O que h de mais desencorajador para o pensamento humano? Esses espritos d e m a s i a d o p r e c o n c e i t u o s o s esqueceram somente duas coisas pequenas, d e fatoque pertencem mais do que todos os seus predecessores a essa poca: O sculo XVI, em sua grande e legtima extenso, vai de Colombo a Coprnico, de Coprnico a Galileu, da descoberta da terra j e s c o b e nuvehs t a do cu.

O homem se encontrou nesse sculo consigo mesmo. Perscrutou as bases profundas de sua natureza.

METAL CONTRA AS NUVENS (COVER)

Comeou a fundar-se na Justia e na Razo. Os cticos ajudaram a f, e o mais audacioso de todos pde escrever no prtico de seu Templo da Vontade: Profunda, com efeito, a base em que se apia a nova f, quando a Antiguidade reencontrada se reconhece idntica de corao era moderna, quando o Oriente entrevisto estende a mo ao nosso Ocidente e quando, no espao e no tempo, comea a feliz reconciliao dos membros da famlia humana.

Quantas vezes ela expirou! Ela expirava desde o sculo XII, quando a poesia laica ops legenda trinta epopias; quando Abelardo, fundando as escolas de Paris, arriscou o primeiro ensaio de crtica e bom senso.

Expirou no sculo XIII, quando um ousado misticismo, suplantando a prpria crtica, declara q u e ao Evangelho histrico sucede o Evangelho eterno, e o Esprito Santo a Jesus. Expirou no sculo XIV, q u a n d o um l e i g aristfanws’ apropriando-se dos trs mundos, encerra-os e m xs comdia humana, transfigura e fecha o reino da viso.

E, definitivamente, a Idade Mdia agoniza nos sculos XV e XVI, quando a imprensa, a Antiguidade, a Amrica, o Oriente, o verdadeiro sistema aristtfanes mundo, essas luzes fulminantes convergem seus raios sobre ela. O que concluir dessa durao? Toda grande instituio, todo sistema, uma vez reinando e mesclado vida do mundo, perdura, resiste, leva muito tempo para morrer. O paganismo se enfraquecia desde o t e m p o de Ccero e ainda se arrasta no tempo de Juliano e alm de Teodsio. O escrivo data a morte do dia em que o servio funerrio enterra o corpo.

Tudo acaba no sculo XVII; o livro se fecha; essaA Era da RenascenaO estado estranho e monstruoso, prodigiosamente artificial, que foi o da Idade Mdia, tem como nico argumento a seu favor sua extrema durao, sua resistncia obstinada ao retorno da natureza. Mas no natural, indagar-se- uma coisa que, abalada, estirpada, retorna sempre? O feudalismo, vejam como ele se prende terra. E Ojlrg – bem pior. Nenhum golpe adianta, nenhum ataque capaz de dobr-lo.

Surpreendido pelo tempo, pela crtica e pelo progresso das idias, sempre renasce de baixo por fora da educao e dos hbitos. Assim perdura a Idade Mdia, ainda mais difcil de matar por j estar morta h muito tempo. Para ser morto, preciso estar vivo. Outros santos, os santos do combate, excntricos e polmicos, cujo violento misticismo, que vem socorrer Jesus, apavora-o e mete-lhe medo.

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MICHELET, Jules. A agonia da Idade Mdia (p. 15-79)

Essas veementes figuras contrastam, a ponto de fazer estremecer, com as velhas figuras beneditinas. Nessa freqncia dos gestos, nesse furor de palavras, na voluptuosidade da expressso transtornada, estas, olhando para o cu, tm algo do que amaldioam, algo do inferno e da heresia. Abri os conclios e encontrareis a mesma alterao da legenda. Os antigos conclios so, geralmente, de instituio, de legislao. Os que se seguem, a partir do grande Conclio de Latro, so ameaas e terror, ferozes penalidades.

Eles organizam uma polcia.

O terrorismo entra na Igreja, e a fecundidade se retira. Seus ltimos esforos apresentam como caracterstica o fato de que, ao lhe dar vitrias, criam-lhe novos perigos. So Bernardo, seu defensor vitorioso contra Abelardo, proporciona-lhe um triunfo aparente sobre a razo e a crtica.

Pelo misticismo que, desde o fim do sculo, cria as formidveis profecias de Joaquim de Fiore, o ensinamento de Joo de Parma, o doutor do Evangelho eterno.

A arte, at ento eclesistica, sob o controle dos padres- pedreiros, torna-se laica; ela passa s mos dos pedreiros-livres 2servidores casados da Igreja, cujas Humildes colnias, postas sob sua proteo, constroem, mesmo em formas independentes, esses edifcios grandiosos, onde o peito do homem encontra finalmente a respirao, com a vaguido do sonho e a liberdade dos suspiros.

Da criao do gtico, que ainda ento s sustenta o templo com um laborioso aparato de esteios e contrafortes, a Renascena caminha p a r a a criao da arquitetura racional e matemtica, q u e se apia sobre si mesma e cujo primeiro exemplo dado por Brunelleschi. A arte acaba, e a arte recomea; no h interrupo. Menos vivaz a escolstica. Ela morre para n o mais renascer. Okham a termina recolocando-a no ponto em que Abelardo a deixara; sua suprema e ltima vitria a de retornar a seu bero.

O que dizer da Idade Mdia cientfica? Ela s existe por meio de seus inimigos, por meio dos rabes e dos judeus. O resto pior do que o nada; um vergonhoso recuo. A matemtica, sria no sculo XII, torna-se uma v astrologia, o comrcio dos quadrados mgicos. A qumica, ainda sensata em Roger Bacon, torna-se uma louca alquimia, um delrio. A feitiaria adensou no sculo2 N. No se trata, c claro, dos adeptos da moderna maonaria que aparece no sculo XVIIImas dos membros das corporaes medievais dos pedreiros, ditos livres francos por nSo estarem submetidos jurisdio dos bispos da Igreja e poderem, assim, prestar seus servios em quaisquer grandes obras, notadamente as catedrais.

O dia se pe horrivelmente. E no se deve crer que renasce com a imprensa; esta age lentamente, como provaremos; essa grande e imparcial fora ajudou, de incio, todos os partidos, tanto os inimigos da luz como seus amigos. Digamos claramente algo que ainda no foi dito o suficiente.

A Revoluo Francesa encontrou suas frmulas prontas, escritas pela filosofia.

A revoluo do sculo XVI, chegada mais de cem anos aps a morte da filosofia de ento, atistfanes uma morte incrvel, um nada, e comeou do nada.